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Quanta pressa para dizer o que pensamos. As palavras pulam de nossas bocas para que o outro possa ouvir e entender o que desejamos dele. Nossos sentimentos, reações e compreensões necessitam ser apresentadas, afinal o que importa é que sejamos atendidos em nossas demandas.

Sem menosprezar o valor do que temos a dizer, faz-se necessário ouvir o outro. Abrir a mente, o coração, os ouvidos e o corpo para acolher aquilo que tantas vezes, sequer, desejamos escutar.

Para ouvir o outro é necessário humildade. Humildade para silenciar e dispor tempo e atitude que promovam confiança, liberdade e profundidade para que ele possa lançar-se em nossa direção. Em certa oportunidade, escreveu Rubem Alves: “Somente sabem falar os que sabem fazer silêncio e ouvir”.

Para ouvir o outro é preciso haver empatia. Necessitamos mudar de posição para compreender dores, razões, histórias, sentimentos e elaborações. Revelamos assim nossa capacidade de ajuda. Indicamos que não estamos apenas interessados naquilo que o outro tem a dizer. Estamos comprometidos com a sua própria caminhada; e assim, nos colocamos ao seu lado para seguir bem de perto a mesma trilha e enfrentar os desafios comuns.

Para ouvir o outro é fundamental amá-lo, pois só dispõe os ouvidos aquele que um dia abriu o coração.

 

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