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Cautela

Por que tamanha pressa? Que razões você possui para tomar tal posição, revelar tão duras palavras e construir tantas certezas? Não seja tão rápido para firmar determinadas conclusões e assumir posturas que, ao longo do tempo, poderão demonstrar serem insustentáveis. Cautela, esta é palavra!

Cautela para ouvir, pois nem tudo aquilo que recebemos de alguém deverá permanecer conosco. Toda pessoa é capaz de criar belas histórias, manipular sentimentos e estabelecer elos de confiança sobre bases frágeis. Se resolvermos escutar alguém, que o façamos com todo cuidado. Não proponho a presença da desconfiança, mas a celebração da prudência. Desse modo, revelaremos equilíbrio e sensatez ao acolher tudo que de alguém recebemos.

É necessário ainda cautela ao falar. Da boca devem surgir palavras repletas de respeito, carinho e verdade. Não há motivos para tanta pressa. Por vezes, disparamos contra alguém toda nossa impiedade, intolerância e dor. Assim, ferimos o outro de morte. Sangramos a alma e dela retiramos toda autoestima e esperança.

Se desejarmos bons caminhos nas mais variadas relações que estabelecemos na vida, vale a pena ouvir o filósofo e matemático Bertrand Russel. Disse ele: “De todas as formas de cautela, a cautela no amor é talvez a mais fatal para a felicidade”.

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